fbpx

Case Suburbanos

Case Suburbanos

por Gabriel Lima | 01/07/2020

/ Bronze na categoria Design – Rebranding do Prêmio Lusófonos
Você pode até já conhecer a caixa de Pizza mais descolada do Rio, mas a história da Suburbanos como uma pizzaria diferenciada tem origem em outro capítulo. A história no subúrbio carioca, onde os sócios, ainda antes de pensarem em serem donos de negócios, desenvolveram relações intensas com a cultura local.
O carinho pelo subúrbio do Rio se manteve apesar de ambos se tornarem moradores do Recreio dos Bandeirantes. Como demonstrativo desse afeto, decidiram criar uma pizzaria que remetesse às lembranças nostálgicas que o subúrbio do Rio proporciona a quem, um dia, já foi acolhido por ele.
Assim a Suburbanos nos foi apresentada e existia a possibilidade, acenada por um dos sócios, de trabalharmos com um cachorro vira-lata como símbolo da marca. Novamente, como feito nos projetos da Vivant e Casa Três, foi necessária uma intensa imersão no subúrbio carioca para entendermos todas as riquezas que esse local poderia nos fornecer para que criássemos uma marca condizente e representativa às suas raízes.
O estudo de referências da Suburbanos resultou em um dos mais belos trabalhos de curadoria já realizados pela agência, apontando referências capazes de gerar lembranças e conexões afetivas com todos que se depararam com o estudo. O subúrbio e sua cultura fazem parte da vida do carioca de maneira muito forte e marcante, ainda para aqueles que nunca moraram lá.
Esse estudo, ainda que pertencesse à etapa inicial do trabalho, indicou diversos caminhos pelos quais a identidade da Suburbanos poderia passar. Nele, encontramos uma diversidade de elementos presentes nas decorações das casas, como os diversos tipos de azulejos coloridos e os porta-retratos de madeira, a presença de brasões, tanto de times de futebol quanto de escolas de samba, dentre outros códigos deste universo.
Passamos também pelos hábitos de convivência e de consumo, incluindo a hospitalidade e convivência entre vizinhos e a prática de fazer da rua um local de socialização e familiaridade, onde as pessoas se reuniam para tomar café, conversar, jogar cartas e ouvir música.
Personagens e programas marcantes do Subúrbio também passaram pela nossa análise, incluindo o caricato Augustinho Carrara, dono de um estilo excêntrico que brinca com o exagero e com a mistura. “A Grande Família” representou uma leitura interessante dos cenários do subúrbio, assim como “Avenida Brasil” e “Vai que Cola”. Em todos, pudemos atestar o sentimento de comunidade e família que percebemos em outras pesquisas.
Nossa expedição pelo subúrbio carioca acabou nos levando ao subúrbio de Nova Iorque, que mantém algumas similaridades que nos deram ainda mais riquezas: se no Rio o subúrbio apresenta uma forte influência da cultura negra, principalmente pela música e religião, em NY não foi diferente.
As religiões de origem africana, estilos de música como o samba e suas variações, apresentam-se como fundamentais para a identidade cultural do subúrbio. Da mesma maneira, encontramos a influência do Funk Americano e do Jazz no subúrbio nova iorquino, que evoluiu até o Rap e Hip-Hop fortemente exportado e consumido pelos jovens no início do milênio.
Munidos desses estudos e referências, partimos para a elaboração dos pilares conceituais da marca. Entendemos que pedir pizza é um ritual. É unir, celebrar e dividir. A tagline “a pizza de todo mundo” diz de cara quem é a Suburbanos: uma pizzaria que traduz a cultura do subúrbio carioca.
Nos aspectos visuais, criamos três categorias de elemento que compõem a identidade: as formas típicas, os padrões típicos e os escudos.
As formas típicas evocam móveis, porta-retratos, quadros, azulejos, etc. Adicionam um clima vintage e acolhedor.
Os padrões típicos evocam estampas, azulejos, tapetes, toalhas de mesa, papéis de parede, panos de prato, placas, portões, muros, grades, calçadas, cartazes, anúncios, etc.
Os escudos identificavam nações, tribos, famílias e guerreiros. Remetem a escudos de times, brasões de família, insígnias militares e estandartes de escolas de samba. Demonstram nobreza.
Para completar, a majestade. Sua estética remete a hip hop, graffiti, arte pop e cultura urbana.
As múltiplas possibilidades de combinações entre os elementos da identidade visual geram os grafismos que dão cara à Suburbanos. A marca é resultado de uma expedição pelo imaginário romântico da Zona Norte do Rio de Janeiro e umas pitadas de subúrbio de Nova Iorque.
Se o contato com a Casa Três se deu de maneira inesperada, não podemos dizer o mesmo sobre o resultado do nosso trabalho. Além de termos ganhado nos sócios Ricardo e Sônica, colegas, com os quais compartilhamos desafios e méritos, levamos também o bronze na categoria Branding do Prêmio Lusófonos.
O projeto para a Casa Três foi o início de um relacionamento da Pivot com a arquitetura e, posteriormente, trabalhamos em conjunto com a AsBEA (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura) na convenção nacional anual de 2019.
Case Suburbanos

por Gabriel Lima | 19/05/2020

/ Bronze na categoria Design – Embalagem do Prêmio Lusófonos
Você pode até já conhecer a caixa de Pizza mais descolada do Rio, mas a história da Suburbanos como uma pizzaria diferenciada tem origem em outro capítulo. A história no subúrbio carioca, onde os sócios, ainda antes de pensarem em serem donos de negócios, desenvolveram relações intensas com a cultura local.
O carinho pelo subúrbio do Rio se manteve apesar de ambos se tornarem moradores do Recreio dos Bandeirantes. Como demonstrativo desse afeto, decidiram criar uma pizzaria que remetesse às lembranças nostálgicas que o subúrbio do Rio proporciona a quem, um dia, já foi acolhido por ele.
Assim a Suburbanos nos foi apresentada e existia a possibilidade, acenada por um dos sócios, de trabalharmos com um cachorro vira-lata como símbolo da marca. Novamente, como feito nos projetos da Vivant e Casa Três, foi necessária uma intensa imersão no subúrbio carioca para entendermos todas as riquezas que esse local poderia nos fornecer para que criássemos uma marca condizente e representativa às suas raízes.
O estudo de referências da Suburbanos resultou em um dos mais belos trabalhos de curadoria já realizados pela agência, apontando referências capazes de gerar lembranças e conexões afetivas com todos que se depararam com o estudo. O subúrbio e sua cultura fazem parte da vida do carioca de maneira muito forte e marcante, ainda para aqueles que nunca moraram lá.
Esse estudo, ainda que pertencesse à etapa inicial do trabalho, indicou diversos caminhos pelos quais a identidade da Suburbanos poderia passar. Nele, encontramos uma diversidade de elementos presentes nas decorações das casas, como os diversos tipos de azulejos coloridos e os porta-retratos de madeira, a presença de brasões, tanto de times de futebol quanto de escolas de samba, dentre outros códigos deste universo.
Passamos também pelos hábitos de convivência e de consumo, incluindo a hospitalidade e convivência entre vizinhos e a prática de fazer da rua um local de socialização e familiaridade, onde as pessoas se reuniam para tomar café, conversar, jogar cartas e ouvir música.
Personagens e programas marcantes do Subúrbio também passaram pela nossa análise, incluindo o caricato Augustinho Carrara, dono de um estilo excêntrico que brinca com o exagero e com a mistura. “A Grande Família” representou uma leitura interessante dos cenários do subúrbio, assim como “Avenida Brasil” e “Vai que Cola”. Em todos, pudemos atestar o sentimento de comunidade e família que percebemos em outras pesquisas.
Nossa expedição pelo subúrbio carioca acabou nos levando ao subúrbio de Nova Iorque, que mantém algumas similaridades que nos deram ainda mais riquezas: se no Rio o subúrbio apresenta uma forte influência da cultura negra, principalmente pela música e religião, em NY não foi diferente.
As religiões de origem africana, estilos de música como o samba e suas variações, apresentam-se como fundamentais para a identidade cultural do subúrbio. Da mesma maneira, encontramos a influência do Funk Americano e do Jazz no subúrbio nova iorquino, que evoluiu até o Rap e Hip-Hop fortemente exportado e consumido pelos jovens no início do milênio.
Munidos desses estudos e referências, partimos para a elaboração dos pilares conceituais da marca. Entendemos que pedir pizza é um ritual. É unir, celebrar e dividir. A tagline “a pizza de todo mundo” diz de cara quem é a Suburbanos: uma pizzaria que traduz a cultura do subúrbio carioca.
Nos aspectos visuais, criamos três categorias de elemento que compõem a identidade: as formas típicas, os padrões típicos e os escudos.
/ As formas típicas evocam móveis, porta-retratos, quadros, azulejos, etc. Adicionam um clima vintage e acolhedor.
/ Os padrões típicos evocam estampas, azulejos, tapetes, toalhas de mesa, papéis de parede, panos de prato, placas, portões, muros, grades, calçadas, cartazes, anúncios, etc.
/ Os escudos identificavam nações, tribos, famílias e guerreiros. Remetem a escudos de times, brasões de família, insígnias militares e estandartes de escolas de samba. Demonstram nobreza.
/ Para completar, a majestade. Sua estética remete a hip hop, graffiti, arte pop e cultura urbana.
As múltiplas possibilidades de combinações entre os elementos da identidade visual geram os grafismos que dão cara à Suburbanos. A marca é resultado de uma expedição pelo imaginário romântico da Zona Norte do Rio de Janeiro e umas pitadas de subúrbio de Nova Iorque.

Ao longo do processo, percebemos que a caixa da pizza poderia ser um ativo de comunicação, uma vez que todos os clientes teriam nela um ponto de contato com a marca e assim, surgiu a premiada caixa de pizza da Suburbanos, bronze no prêmio Lusófonos na categoria embalagem.

Gabriel Lima

Sócio Fundador e CEO da Pivot, agência de publicidade e marketing. Mestre em gestão da Economia Criativa pela ESPM Rio.

mais textos desse autor
Write a comment